A partir de 2026, entra em vigor uma atualização importante na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia o olhar das empresas sobre os riscos psicossociais e a saúde mental no trabalho. Essa mudança representa um marco na forma como a segurança e o bem-estar dos colaboradores serão compreendidos e geridos dentro das organizações.
Mais do que um ajuste técnico, trata-se de uma transformação cultural: o reconhecimento de que o sofrimento emocional também é um risco ocupacional — e, portanto, deve ser monitorado, prevenido e tratado com a mesma seriedade que qualquer outro fator de risco físico.

A evolução da NR-1 e a inclusão dos riscos psicossociais
A NR-1, que estabelece as disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho, foi revisada para incluir oficialmente a gestão de riscos psicossociais como parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Isso significa que, além de aspectos como ruído, calor ou ergonomia, as empresas deverão identificar, avaliar e mitigar fatores relacionados à pressão excessiva, assédio, sobrecarga emocional, metas inalcançáveis e falta de apoio organizacional.
Essa nova diretriz se alinha à ISO 45003, norma internacional que orienta a gestão de riscos psicossociais, reforçando o compromisso das organizações com o bem-estar integral dos trabalhadores.
Por que a saúde mental agora é pauta obrigatória?
A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 reflete uma mudança de paradigma global. Estudos mostram que a saúde mental é hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho, segundo dados do INSS e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estresse crônico, a ansiedade e o burnout não apenas impactam o indivíduo, mas também reduzem a produtividade, aumentam o absenteísmo e afetam o clima organizacional.
Com a atualização da NR-1, o Estado reconhece oficialmente que a saúde mental é parte da segurança ocupacional — e que empresas têm corresponsabilidade na prevenção de doenças mentais relacionadas ao trabalho.
O que muda na prática para as empresas
A partir de 2026, será exigido que as organizações adotem medidas preventivas voltadas também à identificação e controle de riscos psicossociais.
Entre as principais mudanças estão:
1. Avaliação de riscos emocionais e comportamentais
As empresas deverão incluir no PGR indicadores que identifiquem fatores como carga emocional, conflitos interpessoais, estilo de liderança, reconhecimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
2. Treinamentos e capacitações
Líderes e equipes de RH precisarão ser treinados para reconhecer sinais de sofrimento emocional e agir de forma preventiva, evitando que situações de estresse se agravem.
3. Planos de ação e acompanhamento
Será necessário implementar políticas internas de promoção da saúde mental, com acompanhamento contínuo, campanhas de conscientização e acesso a canais de escuta e apoio psicológico.
4. Documentação e evidências
A fiscalização do Ministério do Trabalho passará a exigir evidências documentais dessas ações — relatórios, programas de prevenção e registros de treinamentos — sob pena de multa e autuação.
O impacto organizacional: de exigência legal a vantagem competitiva
Embora a nova NR-1 traga novas obrigações, ela também oferece uma oportunidade estratégica. Empresas que integram a saúde mental à sua cultura corporativa colhem benefícios que vão além da conformidade legal:
- Redução de afastamentos e rotatividade
- Aumento do engajamento e da produtividade
- Melhoria do clima organizacional
- Fortalecimento da imagem institucional
- Maior retenção de talentos
Em outras palavras, cuidar da saúde mental será mais do que cumprir uma norma — será um diferencial competitivo.
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- Diagnosticar riscos psicossociais;
- Desenvolver estratégias preventivas;
- Promover uma cultura de segurança emocional;
- Engajar líderes e equipes em práticas sustentáveis de produtividade.
Essas iniciativas não apenas preparam as empresas para atender às novas exigências da NR-1, mas também constroem um ambiente de trabalho mais humano, saudável e eficiente.
Conclusão
A atualização da NR-1 é um convite para que as organizações repensem seu papel na preservação da saúde mental.
Mais do que um requisito de conformidade, ela é um passo essencial para reconstruir as relações de trabalho com empatia, escuta e equilíbrio.
As empresas que se anteciparem a essa mudança estarão não apenas em dia com a lei, mas também na vanguarda da nova era do trabalho saudável e sustentável.



